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21/01/15

O REINO DE DEUS EM CRISTO

O reino de Deus em Cristo foi a ultima opção de Deus para com o homem por ser a sua imagem e semelhança. O cristianismo não foi uma escola de rabinos para instruir ao homem naquilo que muitas vezes pode ser agradável para quem ensina ou para quem aprende. O cristianismo é um novo plano divino para salvação do homem. Cristo é considerado nas escrituras como o grande mestre, não para ensinar o que outros ensinaram, mas para ensinar aos seus discípulos como fazerem para permanecerem salvos.

O profeta do deserto, o precursor de Cristo, João filho de Zacarias, dizia aos seus ouvintes após o batismo: “produzi frutos dignos do vosso arrependimento” (Mt 3:8). O pregador do deserto (João Batista) pregava o arrependimento, e a multidão que vinha ouvi-lo eram os seguidores da lei sem direito de alegarem qual era a sua fé (Mt 3:9). O pregador do deserto dizia aos judeus guardadores da lei, que o seu Deus estava entrando em juízo com eles, e a forma de escaparem seria o arrependimento (Mt 3:10-12).

Os homens da lei, principalmente os fariseus, não gostavam dos ensinamentos de Jesus. O acompanhavam para verem os milagres e alguns criam Nele (Jo 4:53-54). Jesus estava advertindo aos seus discípulos como seriam eles tratados até mesmo nas sinagogas, lugar de devoção dos homens da lei; e disse-lhes: “sereis expulsos das suas sinagogas e até os matarão como fazendo um serviço a Deus” (Jo 16:2-3). Também Jesus disse aos seus servos que eles iriam ser açoitados nas sinagogas dos judeus, sem dúvida em dia de sábado (Mt 10:17). Lucas conta-nos que em certo dia de sábado os guardadores da lei expulsaram Jesus da sinagoga de Nazaré a sua terra (Lc 4:15-16) e, depois o expulsaram da cidade (Lc 4:28-32). Jesus disse que os homens da lei não conheceram a Deus (Jo 16:3). O Senhor certa vez foi visitado a noite, por um príncipe da lei, porém antes que entrasse em detalhes a cerca da lei, Jesus lhe disse que era necessário nascer de novo (Jo 3:3).

O reino de Deus em Cristo é um reino espiritual, e o príncipe Nicodemos com o orgulho que a lei lhe proporcionava nunca chegaria lá, porque no ensinamento de Jesus o menor será o maior, portanto lhe era necessário começar tudo de novo. A mensagem primordial de Jesus foi o arrependimento. Os homens da lei fizeram oposição ao próprio Deus. Eles entendiam que não precisavam de Jesus porque já tinham a lei de Moisés, então por isso mesmo O mataram. A morte de Jesus não foi uma ação de algum fora da lei ou um fanático, mas fora presidida pelo sumo sacerdote. Depois da morte de Jesus os homens da lei não ficaram satisfeitos, continuaram perseguindo aos seus seguidores. Em certo dia, talvez em um sábado na sinagoga, levantaram uma questão contra Estevão, que era um ex-correligionário. Terminaram o apedrejando, dizendo eles que este Jesus queria mudar os costumes que Moisés os deu (At 6:14). Os poderosos da organização que formavam os poderes judaicos em defesa da honra da lei mosaica investiram para varrerem o nome do seu maior inimigo que surgiu nos últimos dias que foi Jesus Cristo. Os zelosos da lei investiram com mão armada contra aqueles que aprenderam a não usar a espada (Mt 26:52). No momento do apedrejamento de Estevão tinha um moço de Tarso chamado Saulo, que continuou com a perseguição contra os discípulos do Nazareno. Ele era um dos maiores defensores da lei de Moisés. Empenhou todo seu prestígio em honra à lei, açoitando prendendo e matando todos que encontrasse seguindo a Cristo. Parece incrível, mas um dia miraculosamente o Saulo se converteu ao cristianismo. O mesmo que antes combatia, agora é um discípulo sem ensinar a ninguém a lei que ele conheceu antes, porque ela não faz parte do cristianismo. O cristianismo propriamente dito tinha duas mensagens, o arrependimento e a segunda vinda de Jesus (ADVENTO).

Em meados do século XIX, nos EUA, surgiu um filiado da igreja presbiteriana de nome Guilherme Míller pregando o advento de Cristo que seria em 1844, no dia 22 de outubro. Então logo surgiu um grupo denominado adventista esperando o advento na data marcada. Este advento seria em um tempo antecipado, segundo Mateus 24:42. 25:13. Eles queriam mostrar alguma deferência na parte doutrinária. Então, praticamente, aderiram a religião dos judeus incluindo o sábado e os alimentos que não estavam inseridos na doutrina cristã.

Cumprindo-se o dia apropriado, pregado pelo profeta do advento, os esperançosos tiraram os filhos dos colégios, fecharam as portas dos comércios, jogaram as joias fora, e se prepararam para esperar o Senhor Jesus. Como nada aconteceu e não podia ser diferente, então o povo do advento, “enlouqueceu”. Passaram a chamar essa data de dia do “DESAPONTAMENTO”. Como eles ficaram sem um apoio religioso, voltaram à observância da lei que rejeitou a Cristo dando um jeito convencional para uni-la ao cristianismo. O Senhor Jesus mandou que se pregasse o evangelho. Eles, porém, ensinam a sua doutrina embora digam que estão evangelizando. Os que creram na mensagem do advento se prendem em dar estudos a seus prosélitos. No entanto este estudo é centrado sobre a lei, incluindo o sábado e os alimentos proibidos na lei, por que para eles o sangue de Jesus não salva, mas sim, a justiça que provém da lei.  O apóstolo Paulo diz que se a justiça provém da lei, Cristo morreu sem necessidade, porque a lei já estava em ação (Gl 2:21). João diz que o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (I Jo 1:7), não precisamos da lei porque a lei, não foi feita para os justos (I Tm 1:9). O sábado foi dado como um requisito divino para o repouso semanal, com algumas ameaças para quem não cumprisse. Mas o sábado seria guardado por toda família incluindo até os animais de trabalho. Em Êxodo 20:10, está escrito: “não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal e nem o teu estrangeiro (gentio) que está dentro das suas portas”. Quer dizer, se alguém mora ou trabalha na casa de um seguidor da lei e descasa no sábado, coloca o seu patrão em pecado. Será que eles cumprem desta maneira?

O resultado da palavra sábado é repousar, este repouso denominado sábado, poderia cair em qualquer dia da semana. No livro de Levítico está escrito que no sétimo mês aos dez dias do mês será um sábado (Lv 16:29-31).  Quando o comandante do exército chegava de uma batalha, anunciava um sábado (descanso) por diversos dias para a tropa.

No NT na doutrina dos apóstolos não há um só versículo sobre o cristão guardar o sábado, no entanto aqueles que pretendiam fazer esta guarda mesmo cristianizado havia permissão por causa do amor. Outro ficava ligado ao primeiro dia da semana por ser o inesquecível dia da maior da vitória de Cristo. Foi o dia em que Ele tomou a chave da morte e do inferno (Ap 1:18); era ao mesmo tempo um dia de festa terminando com a celebração da ceia do Senhor, comemorando morte e ressurreição de Jesus (At 20:7). As ofertas para os pobres eram feitas nos cultos no primeiro dia da semana (I Co 16:2).

Nos primeiros dias da igreja houve a oportunidade dos gentios na casa de Cornélio, por que os primeiros convertidos foram os judeus, e estes não queriam perder a sua primazia e por isso guardavam o sábado não por temor a Deus, mas por tradição.

Paulo como apóstolo dos gentios, falou os alimentos: “um crê que tudo se pode comer, outro que é fraco só come legumes” (Rm 14:2). Depois Paulo disse: “porque o reino de Deus não é comida e nem bebida, mas é justiça e paz” (Rm 14:17). Paulo diz que um faz diferença entre dia e dia, isto porque havia contenda na igreja sobre o dia especial, mas, outro julga igual todos os dias e o Senhor recebeu todos por Seu (Rm 14:5-9). Os seguidores do falso advento estão procurando razão para a guarda do sábado, alegando que as mulheres que foram ao sepulcro e testemunharam a ressurreição foram depois do sábado, mas não podemos também avaliar o desprazer que essas mulheres sofreram pela hipocrisia dos seus chefes religiosos, que na véspera do sábado mataram o filho de Deus. O pentecostes que foi o derramamento do Espírito Santo aconteceu no primeiro dia da semana, na chamada a festa da colheita, que seria sete semanas e mais um dia depois da páscoa. 

Os zelosos da lei reclamaram a Jesus porque deixou seus discípulos colherem espigas em um sábado, Jesus disse para eles que o sacerdote a serviço do templo viola o sábado ficando sem culpa porque é a serviço do templo, “pois Eu sou maior do que o templo” (Mt 12:5-6). Os fiscais da lei disseram que Jesus deveria morrer porque não guardava o sábado (Jo 5:18). Outros disseram também que Jesus não podia ser homem de Deus porque não guardava o sábado (Jo 9:16). Jesus disse: “Eu sou o Senhor do sábado”. Ele está falando da sua autoridade sobre o sábado. O apóstolo Paulo que viveu anos debaixo da lei agora está dizendo que os dois concertos da lei e da graça, representam os dois filhos de Abraão; o filho da escrava (Hagar) representa o domínio da lei do Sinai gerando filhos para escravidão, e o filho da livre (Sara) representa o novo concerto em Cristo (Gl 4:21-31).

Eles dizem que depois foi dado ao primeiro dia da semana o nome de "domingo", que em Roma é o dia do sol; mas conforme os cientistas cada dia da semana tem um planeta regente. Domingo - sol, segunda - lua, terça - marte, quarta - mercúrio, quinta - netuno, sexta - Vênus e sábado - saturno.

Ligado a este movimento do advento fora de tempo, houve outros fortes absurdos, quando o chefe maior procurou interpretar DANIEL 8:14. Ali fala de uma guerra do rei da Síria que era Antíoco IV, 170, AC. que ele com ira dos judeus entrou no templo em Jerusalém contaminando o lugar sagrado matou sacerdotes violentou mulheres roubou o tesouro do templo colocou uma estátua de Zeus o seu deus. Isto durou por um tempo muito longo.  

Deus revelou tudo isto à Daniel dizendo-lhe que durariam dois mil e trezentos dias. Esta contagem foi correta porque com pouco mais de seis anos de domínio da Síria que foi a região dominada por Seleuco, uma das quatro cabeças do leopardo que Daniel viu (Dn. 7:6). Seleuco criou na Síria um sistema de governo que se chamava os selêucidas. Deste levantou-se Antíoco IV, o grande inimigo dos israelitas, fez guerra contra o povo, indo depois ao templo fazendo tudo que já foi dito, contaminando o local quando sacrificou um porco sobre o altar do sacrifício, cumprindo-se Daniel 8:10. Depois de toda esta ironia, Deus levantou um exército valoroso que venceu à Antíoco, expulsando-o da terra de Israel (Dn. 11:45), celebrando a festa da purificação (Dn. 8:14). Logo após purificaram o santuário ofereceram os seus holocaustos como sempre. Este dia para os judeus foi marcado com uma das festas anuais, chamada a festa da dedicação, conforme Jo. 10:22. Tinha início no mês chisleu (Dezembro) com oito dias de duração.

Este novo pregador do advento fora de época, ligou o fim desta batalha com o advento de Cristo para o dia 22 de outubro de 1844. O santuário á ser purificado seria a terra. Não viu este homem com os seus seguidores que terra não é sinônimo de santuário? Isto foi um assunto que movimentou os EUA. Finalmente o dia esperado chegou quando os seguidores de Guilherme Miller foram se preparar para esperarem o Senhor. Este povo já era chamado de adventistas. Neste dia fatídico, em meio à multidão inquieta levantou-se uma visionária de nome Ellen G. White querendo consolar a multidão, dizendo para eles que teve uma visão do santuário, que não era na terra, sim no céu. No seu livro de nome: “Conflito do Século”, pg. 420. Ela está dizendo que Cristo como sumo sacerdote passou 18 séculos sem entrar no santuário que é o céu, e os pecados dos que O receberam como salvador, foram transferidos para o céu. Depois de 18 séculos o santuário no céu tornou-se imundo, foi quando Cristo como sumo sacerdote entrou para purificar o céu.

Convido ao meu leitor para conferirmos na Bíblia. No apedrejamento de Estevão ele disse que via Jesus em pé à direita de Deus no céu (At.7:55, 56). Em Hebreus lemos: “Temos um sumo sacerdote tal que está assentado no céu” (Hb.8:1). Mas vindo Cristo sumo sacerdote dos bens futuros (Hb.9:11,12,24).  O sumo sacerdote ao entrar no santuário, não era para purificar o santuário, sim oferecer um sacrifício pelo povo (Hb.9:7). No lugar santíssimo não tinha nada que o tornasse imundo.  Ali estava o incensário, a arca do concerto contendo o maná, a vara de Arão que floresceu, e as tábuas do concerto. Então o sumo sacerdote no santuário depois do véu, oferecia um sacrifício por ele mesmo e pelo povo, não oferecia pelo santuário.  

Segundo esta visionária, o céu tornou-se um depósito de lixo, durante os 18 séculos, muito embora esteja escrito em apocalipse “Não entrará nele coisa alguma que contamine e cometa abominação” (Ap: 21:27). Também está escrito: “Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os que se prostituem os homicidas, os idólatras, e qualquer que ama e comete mentira” (Ap. 22:15). O povo do advento quer misturar a lei com a graça, mas isso nunca dará certo. Está escrito: “Porque o primeiro mandamento é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade porque a lei nada aperfeiçoou” (Hb. 7: 18,19). Os que vivem debaixo da lei são os filhos de HAGAR. (GL. 4:21-25). Os assim chamados adventistas relembram o que Jesus disse: Não vim revogar a lei, mas cumprir (Mt. 5:17). É certo Jesus não veio ab-rogar a lei, porque no projeto de Deus, esta lei já não existia mais. Veja que Jesus comparou os chefes da lei com sepulcros caiados (Mt. 23:27). Já estava no plano de Deus o segundo concerto (Jr. 31:31, 32). Jesus estava dizendo que veio dar cumprimento, isto porque muitas ações da lei representavam Cristo. Ex.: A páscoa, Paulo diz: “Cristo páscoa já foi imolado por nós” (ICo 5: 7). O pão da proposição. Jesus disse. EU sou o pão da vida (Jo. 6:35). A unção com óleo para ungir o sacerdote, que é símbolo do Espírito Santo, Jesus disse: “Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará o Espírito Santo” (Jo. 14:16). Quanto à lei é mediadora, as promessas de Deus desaparecem. Mudando-se o sacerdote também se faz mudança da lei (Hb. 7:12). Também o fermento por ser símbolo do pecado, nos sete dias dos asmos, o povo botava fora de casa todo fermento (Ex.12:15). Em Cristo Paulo diz: “Limpai-vos, pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa” (I Co. 5:7). Cristo ao dizer que veio cumprir a lei, não estava dizendo que iria ficar debaixo dela, pois a lei já estava reprovada por Deus. Porque se o primeiro concerto fora irrepreensível nunca se teria buscado lugar para o segundo (Hb. 8:7). Para o primeiro concerto o fiador foi Moisés, no segundo concerto o fiador é CRISTO (Hb. 22).                  


Pr. Antenor Bezerra Dias 

18/07/12

EU PROFETIZO, EU DETERMINO

TOMA POSSE DA BENÇÃO! - EU PROFETIZO! - EU DETERMINO! Muitos “chavões” ou “jargões” têm invadido as igrejas evangélicas no Brasil. Frases como: “Eu profetizo”, “Toma posse da bênção”, "Eu determino", "Eu declaro", entre outras, viraram formas arrogantes de os crentes exercitarem sua fé ou de se dirigirem a Deus, exigindo bênçãos imediatas. Preocupados com essa nova linguagem e com essa nova postura, faremos uma rápida análise do contexto evangélico atual, para que possamos entender o porquê dessas invencionices, praticadas durante as chamadas "ministrações", realizadas nos cultos. Os Jargões e as Doutrinas Modernas Muitos jargões surgiram como resultado de doutrinas controvertidas, como a crença em “maldição hereditária”, e a “confissão positiva”, que vieram juntas com a “teologia da prosperidade”. São ensinamentos antibíblicos. Essas doutrinas equivocadas são usadas para tirar dos cristãos a exclusividade da fé em Cristo, que é suficiente para libertar, curar e proteger os servos de Deus de toda força do mal. Os jargões evangélicos e a confissão positiva A chamada "confissão positiva" coloca o peso das realizações espirituais nas palavras pronunciadas e na atitude mental da pessoa que está ministrando, desconsiderando a genuína fé em Deus (At 3:16; Hb 12:1-2). Essa atitude é apoiada na falsa crença que diz: “Há poder em suas palavras”, como se as palavras humanas tivessem poder de criar, de intervir, de mudar situações. A ênfase é posta no homem, e, raramente, o ministrante cita o poder de Deus (Rm 1:16-17). Há dezenas de livros ensinando os crentes a agirem assim. A maioria dos fiéis não percebe que está caminhando para o abismo espiritual, lugar daqueles que se afastam das verdades bíblicas. Os jargões evangélicos e a incubação de bênçãos A conhecida "Incubação de bênçãos" é um desdobramento da crença na "confissão positiva". Consiste no seguinte: O crente incauto é ensinado a "gerar uma imagem mental", direcionada para o alvo que se pretende alcançar; por exemplo: se o crente deseja um carro, deve engravidá-lo mentalmente, para que Deus possa conceder-lhe a graça. É ridículo, mas, infelizmente, centenas de crentes deixam-se enganar. Essa atitude tem levado muitas pessoas ao comodismo, à inércia espiritual e a uma atitude preguiçosa, pois já não se esforçam para conseguir, com trabalho duro e honesto, aquilo de que precisam. Pelo contrário, ficam à espera do momento em que a bênção irá “cair do céu”. Da crença na "incubação das bênçãos", surgiu a arrogante frase: "Toma posse da bênção”. Isso simplesmente não existe na palavra de Deus. Os jargões evangélicos e a mania de querer mandar em Deus Chavões tais como: “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto", são pronunciados sem a menor reflexão ou sentido de responsabilidade. Os crentes e, infelizmente muitos líderes comportam-se como se fossem Deus; colocam o "EU" na frente e soltam palavras que não fazem parte das alianças divinas, das promessas divinas, dos oráculos divinos, dos estatutos divinos, da graça divina, da misericórdia divina, do amor divino. Falam da forma como Deus não mandou falar, declaram o que Deus não mandou declarar. “Eu declaro”, “Eu ordeno”, “Eu profetizo”, "Eu decreto" são expressões despidas da espiritualidade ensinada na palavra de Deus; são frases que revelam a altivez do coração humano, são palavras que, por não terem respaldo bíblico, não mudam situação alguma. Os cristãos precisam entender que não podem dar ordens a Deus! É Deus quem determina; é Deus quem decreta; é Deus quem declara; é Deus quem abençoa. É Deus; não sou eu. Ele é tudo; eu sou nada! Eu sou servo; Deus é Senhor! Ele é soberano; eu apenas obedeço à sua Palavra. A Deus, toda a glória! Assim, não é a minha vontade que deve prevalecer. Jesus não só nos ensinou a orar: ... Seja feita a tua vontade (Mt 6:9 e 10), como também pôs em prática o que ensinou: ... Todavia, faça-se a tua vontade... (Mt 26:42). Pronunciar uma frase por deliberação própria e dar a entender que está autorizado por Deus, sem, na verdade estar, é enganar o rebanho do Senhor. Deus não opera onde há engano; não compactua com enganadores e não terá por inocente aquele que tomar seu nome em vão (Êx 20:7). Os jargões evangélicos e o egocentrismo O que nos chama à atenção nessas manias, nessas invencionices, é o seguinte: quanto mais elas se alastram, mais o nome de Deus desaparece e o "EU" entra em cena. É trágico, os cristãos vão se tornando embrutecidos, achando que podem assumir o lugar do Altíssimo Deus. Cada vez mais os cristãos expressam o desejo de assumir o lugar de Cristo: “Eu ordeno”, “Eu profetizo”. É o "EU" como centro da fé; é o egocentrismo religioso em marcha; é o endeusamento do egoísmo; é a divinização do homem. Os cristãos precisam entender que Jesus não permitiu que o seu "EU" aparecesse. Quando alguém o chamou de “bom Mestre”, ele desviou de si a atenção e disse: ... bom só há um, que é Deus ... (Mt 19:17). É preciso ter muito cuidado com o egocentrismo religioso: o "EU" atrai para o homem a glória que a Deus pertence, sendo o resultado de tal atitude a morte eterna. Reflexões Bíblicas Sobre Alguns Jargões A ausência de estudo da palavra de Deus, ministrados de forma sistemática, tem dado oportunidade para a entrada de heresias, acompanhadas dos chavões religiosos, nas igrejas. Por isso, somos convidados a refletirmos sobre seguinte questão: A utilização dessas estranhas expressões tem o apoio da Bíblia? Avaliemos algumas delas: - “Eu profetizo” A Bíblia ensina que a profecia não depende do "EU" querer: ... Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirado pelo Espírito Santo (II Pe 1:21). É bom observarmos que os homens santos de Deus também não usaram essa frase; ao contrário, quando profetizaram, disseram: Assim veio a mim a palavra do Senhor... (Jr 1:4); Assim diz o Senhor... (Jr 2:5; Is 56:1; 66:1); Ouvi a palavra do Senhor... (Jr 2:4); E veio a mim a palavra do Senhor (...) disse o Espírito Santo... (At 13:2);... Isto diz o Espírito Santo... (At 21:11); Mas o Espírito expressamente diz... (I Tm 4:1). Em todos os casos, não aparece o "EU", aparece a pessoa divina. Pense bem: Como vamos profetizar bênçãos, sem que Deus tenha nos autorizado em sua palavra, a Bíblia Sagrada? Como é que vamos profetizar, se, em nós mesmos não há bênçãos para oferecermos, visto que a Palavra afirma que, em nossa natureza, não habita bem algum? Como é que eu e você vamos profetizar bênçãos em nosso nome, se a Bíblia afirma que toda boa dádiva, todo dom perfeito vem do alto, do Pai das luzes, em quem não há mudança e nem sombra de variação? Essa arrogância do "Eu te abençôo" deriva da falsa crença na "confissão positiva", que leva as pessoas a crerem em que há poder nas suas próprias palavras. Daí acharem que podem profetizar bênçãos a qualquer momento e a qualquer pessoa. A Bíblia condena essa falsa crença, pois somente Deus tem poder para abençoar. - “Tomar posse da bênção” Não encontramos o uso dessa expressão no Antigo e nem no Novo Testamento. É um jargão de uso frequente nas igrejas cujas reuniões têm como tema e propósito principal pregar e receber a prosperidade material, que eles reduzem a bênçãos. Os seus líderes não se preocupam com nutrir o rebanho com as verdades da palavra de Deus, que conduzem à salvação em Cristo Jesus (II Tm 3:14 e 15) Essa frase surgiu para fortalecer a doutrina da "incubação de bênçãos". Como já vimos, neste texto, primeiramente a pessoa tem a “visualização positiva” da bênção desejada, isto é, concebe em sua mente o que ela quer receber e, em seguida é motivada a “tomar posse bênção”. A "incubação de bênçãos", a "visualização positiva" e o uso do termo “tomar posse da bênção” são atitudes que substituem a fé operante e a atuação divina, levando as pessoas a crerem em que tudo depende da força da mente e das palavras de poder pronunciadas por elas. Comparando isso com o procedimento de Jesus e dos apóstolos, afirmamos que é errado usar o termo "Toma posse da bênção" como meio de termos as bênçãos divinas concretizadas em nossa vida. Os discípulos de Jesus nunca cometeram esse tipo de equívoco, pois, em lugar de dizerem: "Toma posse da bênção”, eles disseram: ... Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9:23); ... Tende fé em Deus ... (Mc 11:22), ... Grande é a tua fé! ... (Mt 9:28) ... Seja-vos feito segundo a vossa fé (Mt 9:23); Em nome de Cristo, o nazareno, levanta-te e anda ... (At 3:6). Assim, em vez de as bênçãos serem direcionadas para o homem, a palavra de Deus ensina as pessoas a direcionarem suas esperanças para Deus, através da fé. Conclusão Doutrinas heréticas têm ocupado a mente e o tempo de muitos crentes. Elas não conduzem as pessoas a confiarem no sacrifício do Calvário, na cruz do Senhor, no sangue de Jesus, que nos purifica de todo o pecado, mas levam as pessoas a se envolverem com várias práticas estranhas à Palavra inspirada pelo Espírito Santo. www.santovivo.net

17/05/12

NO BRASIL O CRIME COMPENSA No Brasil o crime compensa. A partir de 09 de maio de 2012, em São Paulo os presos da Fundação Casa (antiga Febem) tem direito a visita íntima. Os criminosos tem todos os direitos, não são punidos, são premiados pelos crimes cometidos. O punido é sempre o cidadão de bem, que tem um parente assassinado por essas "crianças" é vê eles ficarem na impunidade e recenbendo benesses do Estado para isso usando nossso dienheiro. ISSO É BRASIL!!!!!

08/01/12

O QUE ESTÃO FAZENDO COM A IGREJA

O QUE ESTÃO FAZENDO COM A IGREJA?

Esse título do livro do Dr. Augustus Nicodemus Lopes, continua mais atual d que nunca. A revista Folha Evangélica, nº 125 de dezembro de 2011, publica uma reportagem afirmando que as igrejas evangélicas: Assembleia de Deus – Ministério Madureira, Igreja Cristo Liberta e a Igreja Presbiteriana Independente, de Osasco – SP, estão indicando o pastor Marcos Arruda para vice-prefeito na chapa do candidato do PT, João Paulo Cunha.

Para quem não lembra, João Paulo Cunha é participante de um dos maiores escândalos de corrupção de Brasil, o Mensalão. João Paulo Cunha está sendo julgado pela justiça, e como sempre o PT está tentando adiar o máximo o julgamento do caso pelo supremo para que o povo esqueça o caso e os seus corruptos, como João Paulo Cunha sejam esquecidos e eleitos.

Igrejas evangélicas apoiar essa gente, é simplesmente absurdo, é ir totalmente contra o que elas pregam, é ir contra os ensinamentos bíblicos. Como uma igreja que apoia corruptos declarados, podem pregar contra: roubo, mentira, engano, falta de moral, ética e injustiça. Como cobrar dos seus membros bom testemunho, se os líderes se unem a gente que não tem compromisso com a verdade, mas sim com a mentira e o desvio de dinheiro público? Esses pastores e igrejas que apoiam esse candidato, não tem nenhuma condição de pregar o verdadeiro evangelho.

Esse tipo de apoio é igual a jogar os ensinamentos bíblicos na lata de lixo, é isso que está fazendo os líderes de algumas igrejas de Osasco. Isso é apenas um pequeno exemplo de como estão tratando a Igreja de Cristo. Só para vocês entenderem a que ponto chegaram alguns líderes evangélicos.

Vou deixar aqui uma afirmação para depois se não acontecer me cobrarem: Em São Paulo, capital, muitos pastores irão apoiar para prefeito o candidato do PT, Fernando Haddad. Esse senhor, é o mesmo que gastou milhões de dinheiro público para criar o KIT GAY. Esse senhor é o mesmo que tentou obrigar as escolas públicas a distribuir o KIT GAY para as nossas crianças. Mas, mesmo assim, receberá apoio de evangélicos. Espere e confira!

J. DIAS

06/09/11

MORRIS CERULLO E A VENDA DE BENÇÃOS

"E Simão, vendo que pela imposição das mãos dos apóstolos era dado o Espírito Santo, lhes ofereceu dinheiro, dizendo: Dai-me também a mim esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo. Mas disse-lhe Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o dom de Deus se alcança por dinheiro" (Atos 8.18-20).

Nos deixa profundamente triste ver um homem como Morris Cerullo que já foi um grande homem de Deus, um pregador do Evangelho, hoje se resumir apenas num vendedor de bênçãos, de unções e até de dons. O que o “evangelho” da prosperidade conseguiu fazer com este homem.

Aqui no Brasil ele recebe apoio do Pastor Silas Malafaia. A participação de Morris nos programas do pastor Silas é com o único motivo de arrecadação de dinheiro, isso é bem claro. Todas às vezes que ele participa do programa não há espaço para pregação do evangelho - se é que ele ainda sabe fazer isso, mas sim para vender bênçãos.

No programa do dia 03/09/2011, o Morris estava vendendo o dom do discernimento por R$ 911,00. Estava oferecendo unção por R$ 10.011,00. Quer dizer que quem não tiver esse dinheiro não receberá os dons que Deus tem para seus servos? Foi essa a mensagem que eles passaram. O pior tem pessoas que acreditam e entregam seu suado dinheiro para essa gente.

Esses homens se intitulam “donos” do poder de Deus e passam a vender, como se eles tivessem procuração do Senhor para isso. Quem não pode pagar nada recebe. Eles “vendem” um deus mercantilista que só abençoa quem pode pagar. Com certeza esse não é o Deus da Bíblia, esse não é o Deus criador do Universo.

Dom é algo que Deus nos concede gratuitamente por sua imensa graça. Não há um só versículo na Bíblia ensinando que os dons são comprados. Apenas Simão o mágico tentou comprar os dons, e foi repreendido severamente por Pedro e convidado a se arrepender de tamanho pecado.

J. DIAS